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sábado, 5 de outubro de 2013

Quarteto Fantástico 1234


Capa da Hq

Sinopse: Reed Richards, Sue Richards, Benjamin Grimm, Johnny Storm. Eles se lançaram ao espaço exterior a bordo de uma nave experimental, os primeiros seres humanos a tentarem uma viagem interestelar. Porém, um encontro caprichoso com a radiação cósmica alterou suas vidas para sempre, concedendo a cada um deles habilidades espetaculares! Agora, a Família Fundamental da Marvel encontra-se com seus integrantes separados-seus poderes extraordinários chegaram ao limite absoluto, testados ao longo do tempo, a ponto de uma ruptura. Cada capítulo desta coleção quintessencial aborda um integrante do quarteto cósmico, enquanto os maiores adversários da equipe orquestram um ataque total ao Quarteto Fantástico! E ainda: na única outra história do selo Marvel Knights por Grant Morrison, o superespião Nick Fury é marcado para morrer! 


Roteiro:  Grant Morrison
Arte: Jae Lee
Número de páginas: 124 páginas
Editora: Marvel- Panini books


Verso da hq


Pitacos da Gibiteria:

Desta vez resolvi me arriscar resenhar heróis da Marvel onde tenho pouca “intimidade”. O que sei sobre o quarteto fantástico é o básico. Não tenho nada contra ou algum motivo para desgostar apenas nunca tive grandes oportunidades de ler. E assim se seguiu ate o dia em que eu resolvi me aventurar nesta hq (porque não, não é mesmo?).

A história se passa pouco tempo após a exposição à radiação cósmica. Temos uma hq dividida em 4 partes onde cada uma aborda especificamente um integrante do quarteto. Começamos o enredo com o Benjamin Grimm, vulgo o “Coisa”, tentando se socializar com a vizinhança da Rua Yancy, Sue e Johnny, Mulher Invisível e o Tocha Humana, se implicando enquanto o Richards, Sr. Fantástico, se mantém isolado em seu laboratório.

Nesse período de tempo, observamos a fragilidade dos personagens e justamente, na tentativa de se aproveitar deste momento, ressurge o maior inimigo do quarteto fantástico, o Dr. Destino.

O Dr. Destino aos poucos desestabiliza um por um. O Coisa, transtornado e depressivo, sofrendo os dilemas com a sua transformação e não aceitação do que ele é agora, acaba aceitando a oferta que o vilão havia proposto: voltar no passado e se tornar novamente o Ben em sua forma humana, alterando a sua realidade.


- Richards me tornou um pária internacional. E você, um monstro. ... ele se casou com a sua pretendida apenas para ignorá-la. Richards diz não haver cura para o envenenamento radioativo que roubou a sua humanidade, mas em cinco minutos, sou capaz de reverter o seu quadro, Benjamin. Você voltará a ser o homem que conheci na universidade estadual. 

- Cuméquié, Vic?


Segue para a segunda e terceira parte da história, os conflitos sentimentais da Sue onde, ao desabafar com a Alícia, revela sua tara pelo Príncipe Submarino Namor e sua crise no casamento. Paralelamente, temos o Tocha humana extremamente entediado agindo de forma irresponsável e demonstrando um comportamento adolescente (como sempre).

Sue e Namor.

Diálogo entre o Coisa e o Dr. Destino.

Tocha humana e Namor.

Por fim, antes que o vilão pudesse concretizar seus planos malévolos, Sr. Fantástico tem um lapso de clareza e mesmo inconsciente também consegue manipular a realidade do grupo.

“ Eu... comecei a ter esses sentimentos ontem. A sensação de estar sendo observado...manipulado! Bem, o que acontece quando se está preso em um jogo? Quando só o diabo conhece as regras e a única coisa que podemos fazer é improvisar até tudo acabar de repente? “Até onde alguém iria para nos prender e ferir? E se houvesse uma máquina capaz de mover pessoas sobre um tabuleiro tão grande quando a vida real? Eu... eu agora me lembro! Havia uma única maneira de verificar minhas suspeitas crescentes... e então, fiz o que sempre costumo fazer...” – Sr. Fantástico.


Sr. Fantástico.

A história é curta, porém confusa. Em determinados momentos da leitura, o leitor fica sem entender o que esta acontecendo (pelo menos comigo foi assim) ou se perguntando se o que esta acontecendo é o que ele esta pensando. Os sentimentos de cada personagem foi muito bem explorados, principalmente o Coisa e a Sue, apesar de achar a participação do Tocha Humana fraca neste quesito. Tudo começa a se confundir quando nos deparamos com os planos e ações do Dr. Destino.

Muitos consideram o roteiro “fraquinho”, mas como havia dito logo no início desta resenha, pouco sei e pouco li sobre o quarteto fantástico então não tenho muito senso crítico para dar meus pitacos. Fica apenas a sugestão de leitura. 

sábado, 14 de setembro de 2013

O Maravilhoso Mágico de Oz



Foto extraída do site pipoca e nanquim


Sinopse:

O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, foi publicado em 1900 e desde então passou pelas mais diversas adaptações que se estenderam desde os musicais da Broadway, filmes até peças teatrais. O sucesso resultou em uma continuação de livros de Oz e, consequentemente, inúmeras releituras e sequências oficiais e não oficiais surgiram desde então.

A mais recente adaptação feita pela Marvel, em 2009, com roteiro de Eric Shanower e a arte do Skottie Young tem como principal propósito trazer algo próximo ao fiel da história original, onde o resultado final encanta não somente as crianças mas também os adultos.

A versão em quadrinhos traz ninguém mais do que já conhecida Dorothy, que é arrastada de sua terra natal, Kansas, por um ciclone indo parar em um mundo mágico e misterioso cheio de bruxas boas e más. A partir de então, começa sua jornada para a Cidade Esmeralda, onde se encontra o grande Mágico de Oz, o único capaz de leva-lá de volta para sua casa. Ao longo do percurso ela conhecerá o Espantalho, ansioso para ter um cérebro, o triste Homem de Lata, sonhando ter um coração e o covarde Leão.


Título: O Maravilhoso Mágico de Oz
Número de páginas: 218
Categoria: Edição Especial
Editora: Marvel - Panini Books


Capa do livro


Pitacos da Gibiteria:

Diria que este é um quadrinho para se ter em sua estante. O livro, apesar de infantil, consegue atingir todos os públicos sem se tornar chato e desgastante. Particularmente, adorei os traços delicados e sutil do Young além dos tons pastéis trazendo um ar de nostalgia.

Detalhes do belo trabalho do Young


Um dos diálogos que encontramos ao longo da história onde, acredito que sim, o autor dá uma cutucada no leitor e o põe para pensar, esta entre as conversas do Espantalho com o Homem de Lata:


“Mesmo assim, ainda vou pedir um cérebro em vez de um coração, pois um tolo jamais saberia o que fazer com um coração se tivesse um.” – Espantalho(p.44).
“Vou ficar com o coração, pois um cérebro não faz ninguém feliz, e felicidade é a melhor coisa do mundo.” – Homem de Lata(p.44).


Outro momento incrível, é a forma genial como o Mágico de Oz soluciona o problema de cada um dos coleguinhas da Dorothy sem fazer absolutamente nada, apenas trabalhando o psicológico deles de uma forma indireta, mostrando que grande parte dos nossos problemas se encontra em nosso consciente, provando que, as vezes, os obstáculos somos nós mesmo e ninguém mais.








A história em si, é carregada de várias mensagens e lições de moral não só por parte da pequena Dorothy mas também de seus companheiros de viagem, tornando o conjunto da obra mais encantador ainda. Segue um conselho desta guria que vos fala: LEIAM! Por vários motivos, desde o incrível roteiro, a degustação das ilustrações, os ensinamentos de vida.